# Millennials vs. Geração Z: 4 diferenças no jeito de ser

Um novo grupo vem se tornando o centro das atenções. Trata-se da Geração Z, que finalmente atingiu a maioridade e vem roubando os holofotes no mundo todo. Por quê? Porque a Geração Z é imensa, quase [20% da população brasileira](https://www.hartman-group.com/hartbeat/643/new-kids-on-the-block-first-look-at-gen-z). E está no caminho de se tornar o [grupo consumidor mais impactante](http://adage.com/article/cmo-strategy/move-millennials-gen-z/296577/) do mundo.

### Millennials vs. Geração Z: pioneiros digitais ou nativos digitais?

Os millennials — hoje entre 25 e 34 anos, aproximadamente — foram [pioneiros digitais](https://www.inc.com/ryan-jenkins/generation-z-vs-millennials-the-8-differences-you-.html) quando testemunharam o nascimento dos mecanismos de busca, da conectividade mobile e das mensagens instantâneas nos anos 2000. Em contraste, os Zs, uma população entre 16 e 24 anos, já nasceram em um mundo digital. Eles cresceram com a internet de alta velocidade, os smartphones, os vídeos sob demanda, os dispositivos para games e as redes sociais. Tudo a um toque de distância, #literalmente.

Portanto, como entender o que a Geração Z espera de marcas e varejistas? Antes de tudo, é preciso obter uma visão geral desses novos consumidores, suas crenças e valores — e como eles diferem dos millennials. Confira aqui quatro valores que a Geração Z defende fortemente:

### 1. Diversidade e inclusão.

Os Zs constituem a geração mais diversa e multicultural de todos os tempos. Em um [estudo](http://www.thedrum.com/news/2017/12/27/who-gen-z-how-teens-are-consuming-content) realizado pela empresa de mídia multiplataforma Awesomeness em parceria com a consultoria Trendara, os Zs descrevem-se da seguinte forma: globais, identidades fluidas, quebradores de regras e nativos digitais, entre outras características. Esses jovens também acreditam que as redes sociais, a tecnologia e o cyberbullying terão forte impacto na sua geração.

Comparados aos millennials (ou Geração Y) e superconectados pelas redes sociais, os Zs são mais propensos a interagir com seus pares no que diz respeito a questões sociais. De fato, segundo nosso recente [Relatório sobre a Geração Z](http://www2.criteo.com/br/genz-report-2018), mais da metade dessa população usa o Snapchat, o Instagram e o Facebook várias vezes ao dia e consome streaming 23 horas por semana. É muita conectividade — e muita notícia em tempo real trocada com o resto do mundo.

Segundo o [estudo da Awesomeness](http://www.thedrum.com/news/2017/12/27/who-gen-z-how-teens-are-consuming-content), quase um terço da Geração Z tem maior probabilidade de acreditar que todos são iguais. É por isso que esse grupo etário é mais ativo nas redes sociais, especialmente para discutir temas que se espalham como pólvora. Para a Geração Z, movimentos como Black Lives Matter (80%), direitos de transgêneros (74%) e feminismo (63%) devem receber todo o apoio na sociedade de hoje.

### 2. A Geração Z quer se comunicar com as empresas em todos os canais.

A Geração Z está acostumada a se expressar com um único post, tweet ou atualização de status. Os Zs compartilham tudo o que fazem e pensam em várias plataformas todos os dias. Não à toa esperam se engajar com suas marcas favoritas em todos os canais: lojas físicas e virtuais, mobile e redes sociais.

Uma comunicação aberta é essencial para impactar a Geração Z. E as marcas que conseguirem criar conversas bidirecionais através de uma presença digital e social autêntica, complementada por experiências criativas na vida real, estarão mais preparadas para se engajarem com esses jovens consumidores e conquistar sua fidelidade.

### 3. A Geração Z acredita que a perfeição não existe.

Ao contrário dos millennials, que são mais inclinados a ter uma visão otimista do futuro, a Geração Z tem uma perspectiva mais realista. Os Zs têm uma ideia menos idealizada da vida e não acreditam no conceito de família feliz, com dois filhos, um belo carro e um emprego estável. Essa geração procura produtos e mensagens que reflitam o mundo real em vez de uma vida perfeita.

### 4. A Geração Z quer mostrar que tem estilo próprio.

Com forte senso de autonomia e propósito, a Geração Z quer mostrar que foge de padrões predeterminados. Os Zs gostam de desafiá-los e pensar fora da caixa — esses jovens não têm medo de ressignificar roupas e produtos em geral. Portanto, embora os millennials possam ter mudado a definição de business casual (roupa casual) [no ambiente de trabalho](https://www.forbes.com/sites/sarahlandrum/2017/06/16/are-millennials-driving-casual-dress-codes/#a4099023cc13), a Geração Z incorporou de vez essa proposta.

### Geração Z: tudo sobre inclusão e individualidade

Podem até parecer conceitos contraditórios, mas inclusão e individualidade são dois princípios altamente impactantes na forma de pensar da Geração Z. Para essa jovem população, todos são bem-vindos e ser diferente é bacana. Nada é perfeito — portanto vamos abraçar as diferenças. São esses os valores que definem a primeira geração dos verdadeiros nativos digitais.

Embora os millennials até certo ponto compartilhem essas crenças, é a Geração Z que vem largamente expressando suas opiniões nas redes sociais e consumindo produtos e serviços que incorporam os valores que defendem: autenticidade e sinceridade. A
